Investigou-a pelo canto do olho e num gesto de repulsa cuspiu para o chão. O olhar dele era de desdém. Alguém roubara-lhe o pito e com certeza que fora aquela criatura de falinhas mansas que desatina facilmente e que o apunhala pelas costas num ápice se assim for caso disso. Isto dito pelos elegantes elefantes que caminham à minha frente, pela frase adentro, de trombas dadas ao encalce da estrada de pedra que vai dar ao pontão situado na extremidade norte da folha minha. Estilhaçam-me a escrita, fazem-na partir-se e emergir sobre uma sopa de letras que não apazigua a santa que me observa complacentemente do tocador. O véu que me desvenda o rosto e a negritude dos olhos dela é o petróleo que me emociona e não mais me atemoriza. As palavras que escrevo estão lá à frente, sempre um passo mais à frente, cochichando as letras mais à frente até a gata chamar-lhes à razão. Fita-as sem amargura. Conhece-as mas assim muito pouco. Creio na sinceridade das palavras e sigo em marcha em prol de forças maiores, da minha e da vontade dos outros pois sem eles não seria nada ou pouco seria ou a relação do nada que ignora o cúmulo de se precisar de alguém, quanto mais se não for para pensar. Se quer a mosca voar livremente pelo quarto, deixa-a voar.
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