"Refugio-me, aliás, quase sempre nos mesmos livros, no fundo, um número pequeno, o dos livros para mim já comprovados. Talvez não faça parte da minha maneira de ser ler muitas coisas e muito diversas: uma sala de leitura põe-me doente.", Nietzsche

terça-feira, outubro 26, 2010

"Alguém afirmou que «o artista literário, tendo já atingido um certo nível de compreensão, comunica essa compreensão aos seus leitores. Essa audição escritor-leitor, situe-se ou não no domínio sexual, entra forçosamente em conflito com os costumes e os tabus - e isso dos tabus e medos, crenças e costumes, têm por base quase sempre o erro.» Sejam estas ou aquelas as cirscuntâncias atenuantes invocadas como desculpa das opiniões erradas das massas, dois obstáculos se impõem que neutralizam quaisquer intenções benévolas - a falta de cultura e educação e, também, a ausência de contacto com a arte, não falando já de outros espaços em branco. Consequência: a permanente existência de um abismo entre o artista criador e o público, dado que este se mostra estranho ao mistério inerente à criação e à circunstancialidade (e não só) que a envolve."

Em "Obscenidade e Reflexão", de Henry Miller, Editora Vega, 2ª edição, página 35 e 36

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