Farta daquela saga universal
de que as mulheres são cera carnal
E dos outros que me dizem o que fazer
"É a vida, vai-te foder".
Porque o ar que respiro faz-me doer a narina.
E a água que bebo arranha-me a vagina.
E porque não tenho asas
Nem sou tua, nem minha,
Nem de ninguém.
Sou o caos, a desordem,
E o fato que visto não lembra o homem.
Bocejo e deixo o cansaço bater.
Sofro porque assim tem de ser.
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