"Refugio-me, aliás, quase sempre nos mesmos livros, no fundo, um número pequeno, o dos livros para mim já comprovados. Talvez não faça parte da minha maneira de ser ler muitas coisas e muito diversas: uma sala de leitura põe-me doente.", Nietzsche

segunda-feira, outubro 18, 2010

Farta daquela saga universal
de que as mulheres são cera carnal
E dos outros que me dizem o que fazer
"É a vida, vai-te foder".

Porque o ar que respiro faz-me doer a narina.
E a água que bebo arranha-me a vagina.
E porque não tenho asas
Nem sou tua, nem minha,
Nem de ninguém.

Sou o caos, a desordem,
E o fato que visto não lembra o homem.
Bocejo e deixo o cansaço bater.
Sofro porque assim tem de ser.

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