Pouco tempo depois deste incidente, os alunos foram fazer uma excursão botânica. Dez deles perderam-se. E entre eles o jovem efebo loiro. Viram-se no meio da floresta, longe dos professores e dos outros alunos. Sentaram-se a descansar e começaram a combinar qual o plano a seguir. Desataram a comer umas bagas selvagens. Como é que aquilo começou ninguém poderá dizê-lo. O certo é que daí a pouco estava o rapazinho loiro todo nu, deitado de barriga para baixo em cima da erva, e os outros todos à vez em cima dele, penetrando-o como a uma prostituta, com brutalidade. Os mais experientes satisfaziam o desejo no anûs, os outros contentavam-se com esfregar-se entre as pernas do rapaz, cuja pele era mais macia do que a das mulheres. Cuspiam nas mãos e untavam o pénis com saliva. O rapaz loiro gritava, debatia-se, chorava – mas os outros gozavam e serviam-se dele até ficarem fartos.
Anaïs Nin Anin, em “Delta de Vénus”, texto “O Internato”, página 41, Bico de Pena
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