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O senhor misterioso da Rua Arcaica cumprimenta-me sempre que passo em frente à loja de ferragens do Sr. Albano. Todos os dias o vejo sentado nos degraus do edifício da câmara a vender sapos malucos e corta-me a respiração só de olhar para ele. Cada vez mais, parece disposto a sucumbir no tempo, num Mercedes série A, com infinitos cavalos. Fuma que nem um cavalo. Fuma muito. Todos os dias. Hoje está velho e raramente vê o seu reflexo. Só de vez em quando repara em si no vidro de uma montra especado a olhar para ele. Mas normalmente prefere não olhar, além disso raramente se lembra que existe. Está velho e ele sabe-o enquanto percorre aquelas ruas povoadas de fumo. Custa-lhe a respirar e um suspiro mais longo é um erro de principiante.
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