Não ressuscita Cristo para crianças doentes
Não aquece o amor nos lençóis das prostitutas.
Não desaba os muros dos fusilamentos.
Não despeja dilúvios no campo das lutas.
Não cega olhos humanos para os conflitos raciais
Não rasga às unhadas o reposteiro da morte.
Não destrói o Templo das segregações Sociais
para edificar em sete dias a angústia de outra sorte...
... A minha revolta
cobarde, sozinha, policiada
- tão inútil como pólen lançado ao vento -
dorme uma raiva incomunicável
à espera de julgamento...
"Libertação", Poemas de Amélia Veiga, 1974, Sá da Bandeira, Angola, página 78
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