"Refugio-me, aliás, quase sempre nos mesmos livros, no fundo, um número pequeno, o dos livros para mim já comprovados. Talvez não faça parte da minha maneira de ser ler muitas coisas e muito diversas: uma sala de leitura põe-me doente.", Nietzsche

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

O ribeiro de lava preta provocou uma fuga de gás atrás do arbusto saliente e deu-se uma explosão (conta-se que foi ouvida nos quatro cantos do mundo...)

O fogo ardeu e queimou as raízes da Mãe. A água extinguiu-se ao longo do tempo, bem como outras espécies vivas. Desavergonhados aqueles que se aproveitaram delas, de ti e de mim. Gostava de voltar ao que era. Ao céu azul, ao sol quente, à erva fresca que limpa os recantos puros do subconsciente.


- Moras onde? - perguntou-lhe, atrevido.


- Em lado nenhum. O mundo é a minha casa - disse-lhe, rindo.


- Sozinho? Caramba!


- Não te iludas, parceiro.


- Porquê?


- Porquê?! Sei lá.


- Ouvi dizer que morreste...


- Acho que estou vivo.


- E continuas a comer o lixo dos teus vizinhos?


- Ora essa. Por quem me tomas...


- Sim?


- Sim.

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