"Refugio-me, aliás, quase sempre nos mesmos livros, no fundo, um número pequeno, o dos livros para mim já comprovados. Talvez não faça parte da minha maneira de ser ler muitas coisas e muito diversas: uma sala de leitura põe-me doente.", Nietzsche

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

sagrado

Acredito francamente,
Devotamente até, no «sagrado pintor»
No santo, no sacro, no sacrossanto,
Se por sagrado se entender o amor

Porque isso de cobrar favores,
Ao pobre, ao analfabeto, ao cantador,
(som dos tambores)
Não tem em si qualquer valor

No fundo, bem lá no fundo,
De nada vale o espanto do orador
Que uma vez é atraiçoado, outra é o traidor
E a dor é tanta
E o sofrimento é tanto
Oh! se tanto

Sem comentários:

Enviar um comentário