"Refugio-me, aliás, quase sempre nos mesmos livros, no fundo, um número pequeno, o dos livros para mim já comprovados. Talvez não faça parte da minha maneira de ser ler muitas coisas e muito diversas: uma sala de leitura põe-me doente.", Nietzsche

domingo, fevereiro 26, 2012

Pinguim Japonês

Os olhos não mentem. Aquilo que vemos, temos a certeza de ser aquilo que realmente ali está, especado à nossa frente ou ao nosso lado. Desde que nascemos vamos aprendendo lentamente o papel do olhar e qual a melhor forma de lidar com ele.
Mas o caso de Edgar contraria esta tendência. Desde que tem consciência de existir, o rapaz aprendeu a controlar a visão. Através da mente vê apenas aquilo que lhe apetece ver. Mas para alcançar este estado avançado de liberdade foram necessárias preciosas horas de treino e concentração da mente.
Edgar sabia que as probabilidades de alguém se cruzar com um pinguim japonês eram escassas. Mas a verdade é que os seus olhos mostravam-lhe um pinguim japonês a passear desajeitado pelo centro de Tóquio.

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