"Refugio-me, aliás, quase sempre nos mesmos livros, no fundo, um número pequeno, o dos livros para mim já comprovados. Talvez não faça parte da minha maneira de ser ler muitas coisas e muito diversas: uma sala de leitura põe-me doente.", Nietzsche

domingo, fevereiro 26, 2012

poesia de um mortal

Escorregas por uma espiral
de lâminas aguçadas.
Sangras. Sofres. Calas-te.
...continuas a escorregar...

Olhas para baixo. Escuro. Nada.
Apenas segundos seguidos de dor.
Silêncio cortante.
Páras no tempo e esperas por alguém que não chega.
Que não chegará. Que não existe.

E assim embarcas na viagem da tua vida
que preferes esquecer. Apagas. Esqueces.

Sentes arrepios de frio. Aqueces.
E desnorteada, morres.

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